Pele amarelada, fadiga crônica, perda de apetite, náuseas e diarreia. Sintomas que parecem comuns a diversas enfermidades cotidianas podem indicar sinais de alerta das hepatites virais, que consistem em infecções do fígado às quais, em determinados casos, se não tratadas a tempo, podem levar ao óbito. No período de 2000 a 2024, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde registrou 826.292 casos confirmados da doença no Brasil.
Com a chegada do Julho Amarelo, mês de conscientização sobre as Hepatites Virais, reforçam-se as medidas preventivas contra os cinco principais vírus da doença: A, B, C, D e E, que pode afetar pessoas de todas as idades.
Tipos e características: as diferenças entre os vírus
O perigo do diagnóstico tardio
O principal desafio no combate às hepatites é o seu caráter silencioso nos casos da hepatite crônica B e C. A maioria dos pacientes não apresenta sintomas nas fases iniciais, retardando a busca por ajuda médica.
Sintomas clássicos, como fraqueza, mal-estar e icterícia (pele e olhos amarelados), costumam surgir quando a doença já está avançada. Por ser considerada uma doença silenciosa, é fundamental que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível após a identificação da infecção, para evitar sua progressão e complicações graves.
Prevenção: vacinas, higiene e proteção
Os cuidados básicos variam de acordo com a forma de contágio de cada vírus. Para as hepatites A e E, o foco está no saneamento e na higiene de alimentos e o consumo de água potável ou mineral.
Já para os tipos B e C, as medidas envolvem o uso de preservativos nas relações sexuais e o não compartilhamento de objetos cortantes e perfurantes de uso pessoal, como alicates de unha, lâminas de barbear e tesouras.
A vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz de proteção. O SUS disponibiliza gratuitamente a vacina contra a Hepatite A para crianças de até 5 anos incompletos e grupos de risco, garantindo até 100% de proteção. Já a vacina contra a Hepatite B faz parte do calendário básico de imunização, com a primeira dose aplicada ainda na maternidade, gerando imunidade duradoura por até 35 anos. Atualmente, não existe vacina disponível para a Hepatite C.
Sobre a HU Brasil
O Hospital Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) integra a Rede HU Brasil desde março de 2016. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.