Os Centros de Educação Infantil (CEIs) da Afasc em Criciúma enfrentam paralisação das atividades a partir desta terça-feira (12). Após o fracasso nas negociações entre a instituição e o sindicato da categoria (Steersesc), os professores decidiram cruzar os braços, iniciando a mobilização pelo CEI Professor Lapagesse.
A reivindicação central é a adequação salarial ao piso nacional do magistério, de R$ 5.130,64. Segundo os trabalhadores, os vencimentos atuais são de R$ 3,1 mil. Uma proposta de aumento de 6,36% chegou a ser apresentada pela Afasc, mas foi negada pelos professores. Cerca de 350 docentes devem aderir à greve.
O presidente do sindicato, José Argente Filho, reforçou que o movimento ocorre pela falta de propostas satisfatórias. Já a Afasc alega impossibilidade financeira, afirmando que o reajuste pleiteado geraria um aumento de 63% nos gastos com pessoal. A associação defende ainda que o piso é voltado a servidores concursados.
A tentativa da Afasc de barrar a greve na Justiça foi frustrada. O juiz Hélio Henrique Garcia Romero, do Tribunal Regional do Trabalho, indeferiu o pedido de liminar contra o movimento. Em comunicado no último domingo (10), a Afasc lamentou a situação, afirmando que não permitirá que o ensino infantil seja usado como instrumento político-eleitoral e garantiu que buscará formas de manter o serviço para as 6 mil crianças atendidas.