O deputado estadual Matheus Cadorin criticou duramente o governo federal após o anúncio de que foram encerradas as negociações com a concessionária responsável pela BR-101 para tratar das melhorias no trecho norte da rodovia, em Santa Catarina.
Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, o parlamentar afirmou que a decisão ignora a gravidade da situação enfrentada diariamente por motoristas e trabalhadores que dependem da rodovia.
“Só em 2025 foram registradas 147 mortes, 4.220 acidentes e 4.616 pessoas feridas na BR-101. Não estamos falando de números frios. Estamos falando de pais, mães e trabalhadores que perderam a vida ou ficaram marcados por acidentes em uma rodovia vital para Santa Catarina”, afirmou.
Cadorin classificou como uma “bomba” a informação de que, após mais de um ano de negociações, o governo federal decidiu encerrar as tratativas para resolver o impasse envolvendo melhorias na rodovia.
Segundo o deputado, o trecho norte da BR-101 é um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil e do Mercosul, sendo fundamental para o escoamento da produção industrial e para o deslocamento de milhares de pessoas todos os dias.
Para ele, abandonar as negociações representa uma decisão grave diante do histórico de acidentes e mortes na rodovia.
“Cada negociação abandonada não significa apenas atraso em obras. Significa mais risco para quem precisa usar essa rodovia todos os dias. Quando o poder público escolhe a omissão diante de uma estrada que já deixou 147 mortos em um ano, também precisa assumir a responsabilidade pelas consequências”, declarou.
O parlamentar também criticou o que classificou como falta de respeito com Santa Catarina.
“Mais uma vez Santa Catarina é ignorada. Estamos falando de uma rodovia estratégica para a economia brasileira e que exige soluções urgentes”, disse.
Cadorin afirmou que continuará cobrando providências e reforçou que a melhoria da BR-101 precisa ser tratada como prioridade nacional.
“Santa Catarina não está pedindo favor. Estamos pedindo respeito e responsabilidade com a vida das pessoas que usam essa rodovia todos os dias”, concluiu.