IMAS viabiliza primeira aplicação de polilaminina em paciente de SC no Hospital Dom Joaquim

Jovem de 19 anos, vítima de lesão medular após mergulho, receberá terapia experimental autorizada pela Anvisa

Por Redação-
3 Min

IMAS viabiliza primeira aplicação de polilaminina em paciente de SC no Hospital Dom Joaquim
Divulgação

O Instituto Maria Schmitt (IMAS) viabilizou a primeira aplicação de polilaminina em um paciente em Santa Catarina. O procedimento será realizado no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, e pode representar um novo caminho no tratamento de lesões raquimedulares.

O jovem Alison Carvalho Saldívia, de 19 anos, morador de Balneário Gaivota, será o primeiro paciente do Estado a receber a medicação. Ele sofreu um trauma raquimedular no dia 11 de janeiro, após mergulho em águas rasas, que resultou em lesão na região cervical da coluna (C5). Desde então, passa por tratamento e reabilitação.

A possibilidade de receber a polilaminina surgiu como alternativa terapêutica. Segundo o médico Ângelo Formentin Neto, residente de Anestesiologia e coordenador do Pronto-Socorro do hospital, a equipe entrou em contato com os responsáveis pelo estudo clínico da medicação.

“Nós entramos em contato com a doutora Tatiana Sampaio, que lidera a pesquisa juntamente com o neurocirurgião dr. Olavo Franco, que integra o grupo de apoio científico do projeto, que nos orientaram sobre os critérios e os caminhos necessários para que o paciente pudesse receber o tratamento”, explicou.

De acordo com o médico, o paciente foi enquadrado no chamado uso compassivo da polilaminina, modalidade que permite acesso a terapias experimentais em situações específicas, quando há possibilidade de benefício.

Para viabilizar o procedimento, o IMAS ofereceu suporte jurídico durante todo o processo, que envolveu trâmites judiciais e análise de órgãos reguladores. Após a apresentação das justificativas médicas, a autorização foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Procedimento no bloco cirúrgico

A aplicação está prevista para ocorrer no dia 5 de março, no bloco cirúrgico do Hospital Dom Joaquim. O procedimento deve durar cerca de 30 minutos e consiste na aplicação da proteína diretamente na medula, com acompanhamento da equipe médica, liderada pelo neurocirurgião Luiz Felipe Lobo.

Apesar de ainda estar em fase de estudos, a expectativa é considerada positiva. “Hoje o Alison não apresenta movimentos nos membros superiores e inferiores. Se ele conseguir recuperar algum movimento, já será um ganho muito significativo. Existe uma expectativa grande em torno dessa terapia”, reforçou Ângelo.

Inovação e esforço institucional

Para o superintendente do IMAS, Robson Schmitt, a realização do procedimento simboliza o compromisso da instituição com inovação e acesso a tratamentos avançados.

“O IMAS sempre teve como propósito estar à frente quando o assunto é cuidado com as pessoas. Viabilizar essa aplicação representa inovação, persistência e esperança. Foi um caminho que exigiu muito trabalho, inclusive com atuação jurídica para garantir que o paciente pudesse ter acesso ao tratamento. Nosso compromisso é continuar buscando o que há de mais avançado na medicina e oferecer o melhor para a população”, afirmou.

A iniciativa reforça o papel do Hospital Dom Joaquim na busca por alternativas terapêuticas e amplia as perspectivas para pacientes com lesões medulares no Estado.

 
 


Notícias Relacionadas »