Plenária em Criciúma discute sobre HIV, diversidade e propostas para o Plano Municipal de Saúde

Encontro reuniu coletivos atendidos pelo GAPAC e entidades de direitos humanos para propor melhorias no atendimento e no enfrentamento ao estigma.

Por Redaçãp-
2 Min

Plenária em Criciúma discute sobre HIV, diversidade e propostas para o Plano Municipal de Saúde
Divulgação

Criciúma sediou, na noite desta quarta-feira (10), a plenária “Do Estigma à Voz: HIV, diversidade e lugar de fala”. O encontro reuniu representantes dos públicos atendidos pelo GAPAC, além de entidades ligadas à garantia de direitos, com o objetivo de construir propostas que devem integrar o Plano Municipal de Saúde pelos próximos quatro anos.

Ao longo da plenária, participantes relataram experiências e desafios enfrentados no atendimento pelo SUS, com ênfase na humanização do cuidado, no combate ao estigma e no fortalecimento das políticas de saúde voltadas às pessoas vivendo com HIV e demais coletivos acompanhados pela organização.

Para Anne Schmitz, assistente social do GAPAC, a participação ampliada foi determinante. “Essa plenária foi importantíssima porque todos os coletivos que o GAPAC representa estavam aqui. Eles puderam dar depoimentos, falas e contribuições para que a gente lute para que o município, em seu plano de saúde, represente todas essas questões. É essencial que o atendimento seja humanizado e respeite todos os direitos do indivíduo”, destacou.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Júlio Zavadil, reforçou que o processo de construção do plano precisa refletir as necessidades reais da população. “É muito importante para que a gente possa tirar propostas e colocar no Plano Municipal de Saúde pelos próximos quatro anos aquilo que as pessoas precisam. Não aquilo que vem de um gabinete de secretário ou de profissionais, mas o que vem de quem sofre no dia a dia. O SUS é a solução. Com todas as pessoas presentes, com o GAPAC e outras associações, conseguimos coletar propostas para que sejam aplicadas e garantam mais humanização, respeito e solução dos problemas”, afirmou.

As contribuições reunidas serão sistematizadas pelo Conselho Municipal de Saúde e integrarão o documento que será encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde.


Notícias Relacionadas »