"Ser agente significa muito mais do que apenas intermediar contratos”, diz advogado catarinense aprovado pela FIFA

Especialista em direito desportivo, Cláudio Klement Rodrigues detalha as exigências da licença, as novas regras da FIFA e o papel ampliado do agente na gestão de carreiras

Por Redação-
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A profissão de agente de futebol passou por uma profunda transformação desde a atualização das normas da FIFA). Hoje, para atuar na representação de atletas, é necessário seguir critérios rigorosos que envolvem exame obrigatório, licença internacional e atualização constante sobre regulamentos. O advogado catarinense Cláudio Klement Rodrigues, especialista em direito desportivo e recém-aprovado no exame da entidade, detalha os principais aspectos legais e operacionais da função.

Novas regras exigem exame, licença e taxa anual

Há dois anos, a FIFA implementou uma regulamentação mais rígida para agentes, com foco em profissionalizar o mercado e tornar as negociações mais transparentes.
Para obter a licença, o interessado deve se cadastrar na plataforma agents.fifa.com, seguir as orientações disponibilizadas, realizar o exame e atingir pelo menos 75% de acertos. Após a aprovação, é necessário pagar uma taxa anual para concluir e manter a filiação.

Rodrigues, que atua na defesa de atletas de alto rendimento, destaca que as mudanças elevaram o nível de responsabilidade na área.

Mais do que intermediar contratos: o papel ampliado do agente

Segundo o advogado, a profissão deixou de ser vista apenas como intermediação.
A frase do especialista resume a transformação: “No cenário atual, ser agente significa muito mais do que apenas intermediar contratos, é preciso entender profundamente os regulamentos internacionais, gestão de carreira e dinâmica global do futebol”.

Ele explica que o agente moderno participa da definição de caminhos profissionais e da identificação de oportunidades dentro e fora de campo. “O Agente FIFA não apenas fecha contratos - ele transforma a carreira como um todo. Um trabalho de gestão quando bem elaborado garante que a decisão tomada pelo atleta esteja alinhada a um plano de carreira de longo prazo, considerando aspectos esportivos, financeiros e de imagem”, afirma.

Além disso, reforça a importância da conduta ética: “A intermediação realizada de forma ética protege o jogador de armadilhas contratuais, potencializando seu valor de mercado”.

Compromisso com excelência e formação contínua

Autor do e-book O Caminho para Aprovação do Agente FIFA, Rodrigues ressalta que a certificação exige preparo e responsabilidade.
“Ser Agente FIFA não é apenas uma conquista pessoal — é um compromisso com a excelência na gestão de carreiras. A cada negociação que conduzo, a cada jogador que represento, carrego comigo a certeza de que conhecimento técnico, estratégia e ética são os pilares que moldam não apenas contratos, mas histórias de sucesso.”