Luciane Carminatti cobra mais recursos para assistência social em Santa Catarina e alerta para crise na educação

Deputada estadual defendeu o aumento de investimentos na área social, criticou a falta de apoio aos professores e destacou a importância da saúde mental no ambiente escolar.

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A deputada estadual Luciane Carminatti (PT) cobrou mais recursos para a assistência social em Santa Catarina e defendeu a criação de uma lei estadual que garanta no mínimo 1% do orçamento para a área. A parlamentar participou do programa Bastidores do Poder, da Jovem Pan News Criciúma (FM 101.5) e Jovem Pan News Tubarão (FM 95.9), apresentado por Pedro Pieri.


Abaixo-assinado por mais investimentos em assistência social

Carminatti explicou que a Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social, coordenada por ela na Assembleia Legislativa, lançou um abaixo-assinado para coletar assinaturas em todo o estado e apresentar uma proposta de emenda à Constituição Estadual.

“A assistência social atende idosos, pessoas com deficiência, famílias em vulnerabilidade, vítimas de violência e a população em situação de rua. É uma política pública essencial, mas que ainda recebe menos de 1% do orçamento catarinense”, afirmou.

A deputada destacou que o grupo já reuniu cerca de 14 mil assinaturas e pretende atingir o número mínimo exigido pela Constituição — aproximadamente 50 mil eleitores — para protocolar o projeto na Alesc.


População de rua e vulnerabilidade social

Durante a entrevista, Carminatti também alertou para o aumento da população em situação de rua em várias cidades catarinenses, citando o impacto da falta de políticas habitacionais e a necessidade de ações integradas.

“A Caixa Econômica tem recursos para habitação, mas faltam projetos e decisão política das prefeituras. Não é só dar emprego; muitas pessoas têm vínculos familiares rompidos ou problemas emocionais graves. É preciso investir em políticas integradas e sustentáveis”, reforçou.


Educação: salário, respeito e saúde mental dos professores

A deputada também abordou a crise na educação catarinense e avaliou o pacote de ações lançado recentemente pelo Governo do Estado como insuficiente.

“Os professores esperavam o cumprimento da promessa de usar todo o recurso do Fundeb nos salários. O prêmio de três mil reais anunciado é pontual, não é carreira, não vai para aposentadoria e ainda pode ser perdido se o professor adoecer”, criticou.

Luciane Carminatti defendeu ainda a criação de um protocolo estadual contra a violência nas escolas, que estabeleça procedimentos de proteção aos professores e responsabilização em casos de agressões.

“Hoje o professor perdeu o respeito. Ele é atacado por falar de temas como escravidão ou diversidade. Precisamos devolver dignidade à profissão”, disse.

Ela ressaltou também a importância da saúde mental dos educadores, apontando que “entre 70% e 80% dos professores” fazem uso de medicação por conta do estresse e da sobrecarga.


Outubro Rosa e o projeto “Traços do Bem”

Encerrando a entrevista, Carminatti destacou o projeto Traços do Bem, promovido pela bancada feminina da Alesc, que oferece reconstrução e harmonização de auréolas para mulheres mastectomizadas.

“O câncer de mama tem 95% de chance de cura quando descoberto cedo. Essa iniciativa devolve autoestima e dignidade às mulheres que enfrentam o tratamento”, afirmou.


🗞️ As informações foram obtidas em entrevista concedida ao programa Bastidores do Poder, da Jovem Pan News Criciúma (FM 101.5) e Jovem Pan News Tubarão (FM 95.9), com apresentação de Pedro Pieri.


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