Criciúma, Terra de Todos os Povos: A Força das Raízes Imigrantes

Por Maria Alice Cavaler-
2 Min

Criciúma, Terra de Todos os Povos: A Força das Raízes Imigrantes
Gabrielle Rebelo

Segundo os documentos oficiais, no dia 6 de janeiro de 1880, chegaram as primeiras famílias de colonizadores. Partindo da Itália, de lugares como a Lombardia, Trentino e Vêneto, em busca de oportunidades, terras, e uma vida melhor. Junto com as malas, trouxeram o dialeto, a fé, as receitas e, principalmente, a força para recomeçar do zero. Foi assim que os colonizadores italianos chegaram a Criciúma — enfrentando mata fechada e um futuro incerto.

As Primeiras famílias de imigrantes fundadores são Barbieri, Benedet, Billezimo, Casagrande, Dario, Darós, De Lucca, Martinello, Meller, Millanese, Milioli, Netto, Ortolan, Pavan, Piazza, Pierini, Pizzetti, Scotti, Sonego, Tomé, Venzon e Zanette, totalizando 141 pessoas. Posteriormente, chegaram mais imigrantes oriundos da Polónia e Alemanha. A fundação, construção e crescimento de Criciúma se deu devido a junção de etnias que são lembradas com carinho até hoje na história da cidade. Italiana, alemã, polonesa, portuguesa e africana. A mescla cultural constroi a identidade da cidade. Nas receitas, no sotaque, o acolhimento, a religiosidade e as histórias.

A Criciúma de hoje ainda carrega essas raízes — no sobrenome de quem aqui vive e na tradição que atravessa gerações. E por conta de seu passado é uma cidade que até hoje abriga quem procura as terras carvoeiras em busca de oportunidades. Faltam 99 dias para o centenário de emancipação de Criciúma. E essa é a contagem regressiva da Jovem Pan.


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